20-01-2006

Dalai Lama e o Kalachakra 2006

Esse final de semana tive a oportunidade de ir ao Kalachakra, um evento realizado pelo Dalai Lama aqui em Andhra Pradesh.

Dalai quem? Dalai Lama eh o lider politico-espiritual dos tibetanos que atualmente esta exilado na India. No final da decada de 40, a China invade o Tibete e o anexa ao seu territorio. O governo do Mao Tse Tung eh oficialmente ateu e reprime qualquer atividade religiosa, questao altamente sensivel no Tibete, pais majoritariamente budista e referencia espiritual para muitos chineses, tailandeses, indianos e outros povos asiaticos que professam a mesma corrente do budismo tibetano. Apos a invasao, milhares de monges e religiosos cruzam os Himalaias com destino a India onde se exilam ateh hoje. Os Himalais compoem uma cordilheira de montanhas de ambiente extremamente hostil o que torna o exodo fatal para muitos tibetanos. Criancas e idosos perecem durante a travessia. O Dalai Lama saiu do Tibete no fim dos anos 50 e estabeleceu residencia e um governo provisorio em Dharamsala no Norte da India, onde atualmente residem cerca de 8.000 monges. Uma curiosidade do Tibete eh a forma de governo. O chefe do pais eh o Lama que ocupa o cargo de forma mais do que vitalicia. Como assim? O espirito dele sera indefinidamente o lider do Tibete. Quando ele morre uma junta de monges seniores sai pelo Tibete em busca da nova encarnacao do Dalai Lama.

Esse ai que aparece na TV de tempos em tempos eh o 14. Dalai Lama e a primeira encarnacao do Dalai Lama ocorreu em 1391. Esses Lamas sao tambem a encarnacao de uma das encarnacoes do Buda (eh uma quizuba esse negocio de reencarnacao) O “vice-presidente” do Tibet, o Segundo na hierarquia do regime eh o Panchem Lama. E esse cara tem uma curiosidade a mais. Ele tambem reencarna pra ocupar o mesmo cargo depois que morre e o ultimo morreu em 1989. O sucessor dele foi entontrado, mas por motivos politicos ele foi preso aos 6 anos de idade porque a China o considera um elemento politico subversivo (como eu adoro o sistema politico chines, e esses caras ainda vao dominar o mundo!!). O Dalai Lama ainda prega pela libertacao do Tibet (ultimamente ele andou reconhecendo que a CHina tem soberania sobre o pais, mas vamos ver..).

Para dar uma leve ilustrada do que eh o budismo (nao que eu saiba direito, mas vamos la) eh legal lembrar que a religiao foi fundada la pelos 500 a.c. por um camarada de nome Sidarta Gautama, a.k.a. Buda. Ele era filho de um rei de um estado no norte da India e foi criado como um Hindu. O problema eh que o pai dele nao deixou ele sair do palacio ateh os 16 anos pois nao queria que Sidartinha visse a desgraca que era o pais que futuramente governaria (nao deveria ser muito diferente do que eh hoje). Um dia ele fugiu e foi dar um passeio pelos seus dominios e ficou sensibilizado com o que viu. Comecou a meditar sobre o universo e chegou a uma condicao chamada de nirvana que eh quando uma pessoa compreende o universo e acaba com o infinito ciclo de reencarnacoes. Tudo muito simples e coerente, quem quiser entender melhor que va pesquisar sozinho. O interessante eh que o budismo tem inumeras semelhancas com o hinduismo em conceitos e textos basicos. (bom, meu ensaio sobre budismo termina aqui e ateh eu saio com mais pergutas depois de escrever esse texticulo).

Bom, essa tosca introducao e contextualizacao da minha pequena trip ao interior de Andhra Pradesh apenas denota a minha preparacao antes de ir para essa tal deKalachakra 2006 que mais soa como nome de festa rave do que de encontro religioso.

O fato eh que uma chinesa (taiuanesa, mas como eu ainda nao reconheco a ilha como pais independente nao posso dizer for a do parenteses que ela eh taiuanesa) que trabalha na Satyam eh budista e queria levar um pessoal pra esse encontro. A menina, a I-wen (nao sei pronunciar direito), organizou os bilhetes de trem e fez tudo bem mastigadinho para mim, nao tinha como dizer nao. E por ter me pegado de sopetao, uns 2 dias antes da partida, nao pude ler muito sobre o assunto do budismo, dalai lama, Tibete e etc.

A cidade escolhida para o evento foi Amaravati, onde Buda teria revelado esse tal de kalachakra, um texto com ensinamentos a quem viesse a segui-lo. A cidade fica a 6hs de trem de Hyderabad (de Hyderabad fui a Vijaywada e de la peguei um Riquixa de uma hora ateh Amaravati). No trem viajamos eu, Jose Pedro (ja foi descrito no post anterior), Senthuram Vijayratnan (eh um canadense que na verdade eh um cingales (pessoa que vem do Sri Lanka) de etnia tamil cujos pais sairam do Sri lanka devido aos conflitos etnicos, o chamamos de Sen, mas quis colocar o nome completo da crianca porque acho muito sofisticado) e Tatiana, a namorada xicana do Sen. O trem, o East Coast Express, saia as 6:50 da manha e tinhamos as passagens reservadas pela I-wen, mas nao teriamos direito a assentos (coisa de indiano comprar passagem sem assento). Por nao ter assento tinhamos que ficar transitando entre um banco e outro que estava livre ateh chegar em uma estacao e o dono do banco reclama-lo. Durante as 6h do trajeto eu tomei duas surras no xadrez do Sen e terminei de ler o Freakonomics (vou colocar a resenha na secao livros em breve), nada de especial. Ao chegar em Viajaywada fomos almocar em um restaurantezinho, ajeitado ateh, proximo a estacao. Foi ai que ja notei o meu grau de indianizacao. Com sede, peguei instintivamente a jarra de agua sobre a mesa e fui derramando seu conteudo dentro de minha boca sem toca-la nos labios ateh ser repreendido pela mexicana:

- a India faz muito mal para os meninos, voces ficam com modos indianos.

A intervencao em espanhol me fez pensar como eu ja nao mais tenho inibicao em comer arroz com as maos (no inicio tinha um pouco de asco, depois comia um pouco desconfortavel e agora ateh prefiro do que comer com talheres devido a facilidade de misturar o curry ao arroz com os dedos. Esse mesmo fenomeno esta acontecendo quando vou ao banheiro e nao encontro papel higienico). Acho que vou ter um choque cultural muito forte ao sair da India.

De Vijaywada a Amaravati fomos de riquixa. A uma hora de viagem provou ser a mais engracada corrida de riquixa da minha vida. O riquixero era um muculmaninho muito figura e comecou a imitar o Jose para tentar iniciar uma conversa. Comecava a imitar os gestos e apos uma parada para urinar, o Jose foi para o banco da frente com o riquixero pois o banco de tras estava superlotado com 3 pessoas, sleeping bags e outras bagagens. Foi ai que o riquixero deu a Jose a grande oportunidade: dirigir o riquixa pelas estradas do interior (queria usar a palavra “sertao” para ficar mais legal, mas ela nao se aplica a geografia indiana) de Andhra Pradesh, em meio as plantacoes de arroz, milho e bananas. De tempos em tempos o riquixero levantava as maos e dizia: ”agora dirijo sem as maos!!” para enfatizar que Jose era quem estava dirigindo o veiculo. Obvio que em trechos que requeriam mais habilidade, Hussein assumia o controle para depois passa-lo de volta a Jose. Fiquei com muita inveja.

Apos um checkpoint do exercito indiano (garantir a seguranca do Dalai Lama pode ser uma tarefa dificil) chegamos a um dos campos de barracas de lona feitas para o evento para acomodar os peregrinos. Em tese as barracas deveriam ser alugadas, com uma barraca grande ao preco de Rs.2600 para todo o evento, que durava uns 10 dias e Rs. 810 para barracas pequenas. Para passar apenas uma noite resolvemos dormir “clandestinamente” em uma barraca livre. As barracas eram dispostas em “quarteiroes” e os “banheiros” ficavam no fundo de cada area de tendas. Notava-se que algumas barracas eram habitadas por gente que havia se preparado para o evento por meses (detalhe na bandeira do tibete ao fundo). Mobiliario, fogoes, colchoes de palha, panelas. As acomodacoes dentro da tenda eram muito simples e as mais confortaveis eram as que tinham grama no chao ao invest de terra batida. A aquisicao de uma esteira (rs. 30) foi providencial para separar o sleeping bag do chao, mas o grande problema da noite foi o grande numero de mosquitos.

O evento pedia que os visitantes fizessem um registro com a organizacao do evento, nada de especial que me consumiu uma hora do dia. Pelo menos rendeu um souvenirzinho, uma carteirinha do evento com uns negocios escritos em tibetano.

Ja no meio da tarde, pude dar as primeiras bandas pelo vilarejo e ter os primeiros contatos com os milhares de monges tibetanos que visitavam o local. Todos praticamente iguais: as feicoes que lembram mongois ou chineses, cabeca raspada e uma tunica vermelho vinho. Alguns usavam uma camisa amarela por baixo, mas nao consegui descobrir o porque da diferenciacao, provavelmente devido a hierarquia. (dificil achar monges que falassem ingles, quase todos falavam somente tibetano e a lingua do estado indiano em que moravam). Os monges estao dispersos por toda a India e vivendo em monasterios chamados estupas. O exilio os enviou para diferentes partes da India e notadamente ha grandes concentracoes de tibetanos em Karnataka e Himachal Pradesh. A tarde resolvi comprar um dos belos mantras bordados em seda que os tibetanos vendiam nas lojinhas, que apos quase uma hora de negociacao em Hinglish (mistura de Hindi e Ingles, mto falado no caso de pessoas que nao dominam nem Hindi nem Ingles, como o meu caso e o caso do tibetano) me saiu pela facada de Rs. 350! Mesmo assim gostei muito da faixinha que pendurei na parede do meu quarto. Eh um mantra medicinal. Pedi depois pro cara me escrever no meu caderninho o mantra em caracteres romanos, ja que o original estava em caracteres tibetanos. A resposta do cara foi simples: no English. Ele, analfabeto em ingles ou qualquer outra lingua que adota o alfabeto romano, e eu analfabeto em tibetano surgi com uma solucao ateh criativa: pedi pra ele ler em voz alta o mantra e fui anotando o que o cara falava. Soava muito como Hindi e alguns caracteres lembravam o devaragani, alfabeto das linguas do norte da India. No final perguntei pro cara:

- isso ai eh Tibetano?

- Nooo, dis ooollld Sanka language, Buda’s language.

Sai da lojinha tentando descobrir que porra era essa lingua e cheguei a seguinte conclusao: ja que buda era indiano do norte sua lingua era certamente o Sancrito, logo a chamada Sanka language era provavelmente uma corruptela de Sanskrit Language que o tibetano nao conseguiu pronunciar. Achei interessante ve-la na forma escrita em caracteres tibetanos (esse eh um banner do western union, empresa q faz transferencia de dinheiro).

Um dos pontos altos da viagem foi a comida tibetana. Sopas com massas, macarroes com vegetais e pao cozido sao bem diferentes da comida indiana.

O Domingo comecou cedo para a parte mais esperada do evento, o discurso-reza do Dalai Lama. As 6:30 me levantei e acordei os outros para que nao se atrasassem para o evento. O discurso foi dado sob uma tenda (estatua do buda em obras ao fundo) mais ou menos do tamanho de dois campos de futebol onde estavam milhaaares de pessoas entre monges, tibetanos leigos e etc. Para entrar na tenda, deve-se passar por um detector de metais e celulares e cameras nao sao permitidos. O unico equipamento eletronico que poderia ser trazido era um pequeno radio FM para poder ouvir a traducao simultanea do discurso do Dalai Lama em italiano, ingles e chines. Justamente foi esse pequeno, porem vital, item que eu esqueci de trazer! Mesmo assim ouvir o discurso foi interessante pelos rituais e cerimonial. Via o Dalai Lama por um televisor que estava colocado na passagem que separava o lugar onde sentavam-se os monges dos leigos. Devido ao sol, toda a extensao da tenda estava muito fedida, mas depois de 15 minutos ja estava acostumado ao cheiro de tibetano suado e nao mais ficava incomodado.

Sentei me no meio do povo, no sobre o meu travesseiro que estava no chao, ao lado do Jose Pedro. Do meu outro lado estava um tibetano que me ofereceu uns materiais de leitura que estavam em tibetano, chines e ingles e um pouco atras de mim estava uma familia de tibetanos.

Apos 30 minutos de discurso, pude ver uma movimentacao dos monges. Os mais novos corriam com uns bules gigantes ateh um panelao central e enchiam os mega bules de cha. Depois os vultos vermelho vinho saiam correndo com os bules pelas ruelas de pessoas para distribuir o cha para o pessoal. Ai entendi porque I-wen havia pedido para que eu levasse uma caneca. Tive dificuldade em pegar o cha, mas a familia atras de mim deu um belo auxilio na logistica, passou minha caneca para uma terceira pessoa, que a passou adiante e assim sucessivamente ateh que eu perdesse a caneca de vista. Poucos minutos depois a caneca fazia o mesmo percurso de volta e retornava as minhas maos. O cha era um liquido amarelo viscoso, quase que um café da manha completo. O amarelo era uma camada de manteiga derretida que boiava no leite que ficava logo abaixo. O gosto era bem esquisito, mas era bom. O cha era tao pesado que a caneca ficou toda engordurada mesmo depois que eu a lavei. O discurso prossegue e ao fim de algum pronunciamento de maior impacto, todas as pessoas entrelacam os dedos das duas maos e entoam versos tao graves que mais lembravam o barulho do motor de um barco grande do que pessoas falando. Ao final do mantra, as pessoas jogava arroz para frente. Nesse ponto Jose Pedro ja havia deitado-se e dormia como uma rocha. Um velhinho ao meu lado que nao parecia muito preocupado com o que estava acontecendo e entretia-se com a secao de criquete da edicao do Deccan Chronicle daquele domingo achou outra forma de se divertir: jogando o arroz na cara do Jose Pedro. Eu achava tudo aquilo muito engracado e o velhinho jogava o arroz e depois ria balancando os ombros pra baixo e para cima. Eu nao sei se ria mais da cara do velho ou do Jose dormindo e tentando tirar os graos de arroz de dentro do nariz.

O velhinho me ofereceu o jornal que eu recusei prontamente. Fiquei impressionado com o fato de que ele parecia entender tudo que lia no jornal, mas na hora de falar comigo, notei que ele mal conseguia formular uma frase:

- Which country?

- Brazil.

- In Europe?

-No, South America.

O velhinho fingiu que sabia onde era o Brasil e voltou para o seu jornal. Alguns segundos depois ele me vem com o jornal e aponta para a secao de previsao do tempo e acha Brussels (Bruxelas).

- This?

Nao sei como achei a previsao do tempo do Rio de Janeiro no Deccan Chronicle, o jornal local de Andhra Pradesh e aponto para ele. O velhinho resmunga algumas coisas e indica as temperaturas do Rio e de outras cidades como Paris e Oslo, que pela ordem alfabetica ficam proximas ao Rio. Percebi que ele ficou chocado em ver que em pleno inverno (boreal), RJ estava com 27 graus e Oslo com -2! Tentei explicar que era verao no hemisferio sul, coisa que a maioria das pessoas, mesmo as mais bem educadas, nao sabem que as estacoes sao opostas nos 2 hemisferios. Achei o velhinho bem observador.

O discurso acabou as 12:30 e a saida foi bem tumultuada. Principalmente porque eu e mais umas 30.000 pessoas queriamos usar os urinois que estavam a disposicao do publico e que todo mundo teve a brilhante ideia de usar somente apos a conclusao do discurso.

Os outros 3 companheiros de viagem ja estavam discutindo o que fazer apos o Dalai Lama. Eu quis ficar na cidade para aproveitar mais o dia, os outros 3 foram para umas cavernas em outra cidade. Nao estava com pique de ver buracos na parede onde monges um dia viveram.


Foi uma decisao acertada. Aproveitei bem o dia vagando pelas tendas, pelas ruas infestadas de monges tibetanos. Comecei a reparar nas particularidades de cada um. Alguns muito jovens, a algumas familias mandam os meninos com 5 ou 6 anos para as estupas para tornarem-se monges. Ai voce ve a meninada vestida de monge e correndo por ai, brincando, tomando sorvete, muito curioso. Depois tem os adolescentes. Voce ve os monges com oculos escuros de marca, tenis nike, vi um ateh com mp3 player, todos objetos de consumo que um garoto da mesma idade gostaria de ter. So nao sei
como os monges ganham dinheiro para comprar essas coisas. Vi ateh mesmo alguns ocidentais que provavelmente tinham se tornado monges. Menina tambem vira monja, mas nos niveis mais altos da hierarquia eh clube do bolinha e menina nao entra.

A cidade estava com um que de economiadas. Todas as casas alugadas para os monges que superlotavam as casas, visitantes dormindo em galinheiros desativados, comida sendo vendida em qualquer esquina em restaurantes improvisados e tudo mais. O comercio estava bem agitado e a cidade estava mais poluida do que nunca, o que levou muita gente a usar mascaras para evitar respirar o ar enfumacado.

Foi interessante tambem pois eu nunca havia estado anteriormente em uma cidade no interior de Andhra Pradesh. Riquixas movido a pedais, muito mais mendigos e muita gente doente pedindo esmola. Nao sei se a cidade era assim normalmente ou todos aqueles mendigos tinham vindo por causa do evento (mais gente, um Mercado maior para a industria esmolistica). Mas nunca tinha visto tanto leproso na minha vida. Uma doenca desumana, os caras caiam aos pedacos e alguns ateh com muita dor aparente. Pudia ver varios grupinhos de gente com os pes e as maos enfaixados para segurar os toquinhos que um dia foram dedos. E como todo mendigo indiano, esses nao sao nada inibidos e nao hesitam em te agarrar para obter dinheiro. Algo bem constragedor, asqueroso e deprimente. Nao consegui dormir direito pensando naquela gente naquelas condicoes. Senti me num daqueles filmes "A volta dos mortos vivos" onde os personagens sao perseguidos por humanos ja em estado de putrefacao. Em Amaravati, o cara que so tinha tuberculose e um membro amputado nao conseguia concorrer com os competidores leprosos. Ateh os monges faziam distribuicao de dinheiro para os mendigos (mas so para os que conseguiam ir ateh onde eles estavam).

Estava tirando umas fotos e um dos monges, deveria ter uns 60 anos, me parou e disse:

- Tira uma foto de mim!!!

Ai eu tive que tirar a foto, o cara viu a foto no visor da maquina e disse:

- Me manda.

O monge me saca um cartao de visitas com o endereco da estupa e o email. Nao sabia que a era da informacao ja havia invadido as estupas!!

Peguei o onibus das 20:00 e consegui chegar em tempo para pegar o trem para Hyderabad. Deu ateh para dar uma entrevista para uma rede de televisao local, o que achei da organizacao do evento e etc...

bonus pictures

um tibetano extra

riquixero no pedal (detalhe na Indira Gandhi pintada no rick)

veinha